domingo, 7 de novembro de 2010

Sem final

Minha imaginação viaja cada vez menos. O que houve? Falta de tempo. Respondo. Talvez. Meu medo é que o tempo tome todo o espaço na minha mente e eu esqueça de viver.
Se já vivo pensando no futuro e com base no passado, a tendência é que o tempo passe cada vez mais rápido, bem na frente da minha felicidade, que continua ali, parada, intacta, esperando por mim.
E todos os novos textos, parecem acabar em reticências; com milhares de finais possíveis, os quais, com certeza, quase ninguém entenderia...

sábado, 30 de outubro de 2010

A face do sono


O arder dos olhos molhados sempre levam ao sono.
O sono não é virtude só de quem tem a mente limpa.
Ele é a fuga das mentes agônicas, é o remédio para as dores.
A mente pesada cria o cansaço, se faz tonta para desabar em meio aos lençóis.
Mente limpa não dorme, repõe energia.
Mente atordoada engana até o próprio sono.

A errada tentativa


Eu desenhei um rio. Nele boiavam coisas estranhas.
Engraçado é que eu me afoguei. De lá do fundo via todas elas,
tudo na superfície, podendo sentir a brisa e ouvir os pássaros.
Enquanto isso, meus pulmões enchiam de água.
Tudo que tentei salvar, me levou ao fundo.

Balanço


Segure em sua mão o seu cérebro. Balance, mexa. Agora segure em sua mão o seu coração, ele vai balançar você.

Subconsciente


Ninguém te vê, nem eu.
Ninguém sabe quem é você, nem eu.
Ninguém entende seu papel, nem eu.
Mas todo mundo te chama,
todo mundo pede ajuda,
chora, diz que você é a solução.
Você não é fantasma nem gente,
Você é o subconsciente.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Sem rumo.


Sem habitat ou território próprio, eu posso ir de um pólo a outro em segundos, rodar o mundo e viajar. Mas nunca vou estar em casa.
Perdi o caminho, quando perdi a vontade.

Lembranças


Eu estava tentando dormir quando milhões de lembranças me vieram à cabeça. Lembrei de quantas vezes eu esperei uma ligação ou fiz uma loucura por estar apaixonada. Talvez meu maior amor até hoje, para muitas pessoas, ‘não deu certo’ mas eu cheguei à conclusão de que dar certo é relativo. “Dar certo” não depende da duração do relacionamento, e sim do que sobrou de bom, dos dias que você não esquece e relembrando, ainda sorri. Os lugares que você abominava e dizia não querer ir, quando são convites de alguém por quem você esperou muito podem ser o paraíso. Uma cadeira jogada na praia vira um baú, você mostra, vê que viajou e ri. Vocês riem. As marcas são tão intensas que você se imagina fazendo tudo de novo, e suspira. Faria de novo, mesmo com as conseqüências desastrosas, tudo por novas lembranças. A partir de hoje, não busquemos felicidade ou acertos, busquemos lembranças.